segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Pearl Jam

O embrião do Pearl Jam foram outras pequenas bandas de Seattle. Na época a cidade ainda não era reconhecida como grande pólo do Rock 'n roll americano, sendo lembrada apenas por ser a terra natal de Jimi Hendrix.
O guitarrista Stone Gossard e o baixista Jeff Ament eram amigos e formaram uma banda de hard rock chamada Green River, ao lado do guitarrista Steve Turner e do vocalista Mark Arm, em 1984.[5] Chegaram a gravar e lançar um disco, chamado Rehad Doll, além de um EP, pelo selo local Sub Pop.
O vocalista, Eddie Vedder
Mas em 1988, a banda resolve se separar, sendo que Arm e Turner formariam logo depois o Mudhoney, uma das bandas primordiais do grunge. Jeff e Stone continuam juntos e, juntamente com o baterista Jeff Turner e o vocalista Andrew Wood, formam uma nova banda, chamada Mother Love Bone. Assinam um contrato com a Geffen Records e lançam em 1989 o EP Shine e, em 1990, um álbum chamado Apple. A banda começa a fazer sucesso nos EUA, quando, logo depois do lançamento de Apple, em 16 de março de 1990, morre o vocalista Wood, vítima de uma overdose de heroína.
Chris Cornell, amigo de Andrew Wood, sugeriu um disco tributo para Wood. Nascia então o Temple of the Dog, projeto que reuniu integrantes do Mother Love Bone e do Soundgarden. Para a guitarra solo, convocaram o ainda iniciante Mike McCready, que já tocava, nesse meio-tempo, com Jeff e Stone os instrumentais que Stone havia composto mas que ainda não haviam sido gravados. Stone, Jeff e Mike haviam, na época do Temple, recentemente encontrado um vocalista para os instrumentais que tocavam: Eddie Vedder, vocalista de Evanston, indicado por um amigo comum: Jack Irons, baterista da primeira formação do grupo californiano Red Hot Chili Peppers. Devido ao grande talento de Eddie Vedder, este fora convidado a gravar vocais de fundo para o Temple of the Dog. Este supergrupo de Seattle lançou seu disco homônimo em 1991 e emplacou a música Hunger Strike nas paradas. Porém, Stone, Jeff e Mike estavam agora mais centrados no conjunto que formaram com Vedder.

[editar] Surge o Pearl Jam (1990)

[editar] Formação da Banda

Conforme citado acima, Eddie Vedder juntou-se a Stone, Jeff e Mike por meio de Jack Irons, que posteriormente viria a ser o baterista do Pearl Jam no período entre 1994 e 1998. Irons enviou, após audição dos intrumentais de Stone e grupo (tocados com a ajuda de Matt Cameron, baterista do Soundgarden e do Temple of the Dog), um fita demo para Eddie Vedder. Os grooves cheios de energia e dinamismo de Stone inspiraram Eddie a compor as letras (todas no mesmo dia) para os três instrumentais contidos na fita (Eddie tinha as três letras na cabeça depois de uma tarde surfando). Tornaram-se assim as músicas que futuramente fariam-se sucesso na banda sendo duas do álbum "Ten": Alive, Once e Footsteps[6], esta lançada no single Jeremy. O que mais impressionou Stone e os outros foi o fato de que as letras que retornaram cantadas no canal sobressalente da fita eram marcantes, fortes e instigantes. E extremamente pessoais, cantadas por Eddie com extrema paixão, convicção, num modo tocantemente ligado ao cantar das letras; em ocasiões sussurando; por vezes cantando-as como se saíssem das visceras, do fundo de seu coração. Falavam de temas psicológicos envolvendo traumas familiares, conseqüências desses conflitos e a ausência da figura paterna. Alive fala do garoto que descobre, pela sua mãe, que seu pai verdadeiro não era o que conhecia. Que toda a sua vida o homem que acreditara ser seu pai (e há razões para acreditar que esse pai não o tratava muito bem) não era seu verdadeiro pai. A perturbação psicológica e o comportamento homicida manifestaram-se em Once, sua continuação. Em Footsteps temos o rapaz, já mais crescido, na cela de uma cadeia, completando a mini-ópera de Vedder. O tema é todo tocante e as interpretações as mais diversas. Fato é que essas canções permitiram que os rapazes montassem uma das mais importantes bandas do Rock and roll. A essas três canções, Eddie Vedder deu o título de Mamasan Trilogy.

[editar] De onde surgiu esse nome?

No outono de 1990, surgiu o Mookie Blaylock que em novembro do mesmo ano viria a chamar-se Pearl Jam, nome sugerido por Vedder, que, numa brincadeira, disse ser uma homenagem a uma suposta geleia com poderes alucinógenos que sua avó (chamada Pearl) fazia. O significado mais provável, entretanto, é vindo do baixista da banda, Jeff Ament, segundo ele esse nome teria surgido depois dele assistir uma apresentação das bandas Sonic Youth e Crazy Horse, sem nenhuma relação com geléias ou coisas do tipo.
No DVD Immagine In Cornice, Eddie Vedder diz a um italiano para o qual discursava sobre o tipo de música que tocavam que não sabe o que o nome Pearl Jam significa ("I don't know what it means", em suas próprias palavras.).

[editar] Ten e sua repercussão (1991)

O primeiro álbum do grupo, Ten (número da camisa de Mookie Blaylock no time de basquete New Jersey Nets), saiu em 23 de agosto de 1991 e é considerado um dos melhores álbuns do grunge, e do rock em geral nos últimos tempos.[7] Possui canções belas e inesquecíveis como Alive (o grande sucesso radiofônico do disco, que levou o Pearl Jam a ser conhecido nos quatro cantos do mundo), Oceans, Black e Release, outras pesadas e raivosas típicas do grunge, como Once e Why Go, além de outras excelentes por si só, como Jeremy (outro grande sucesso radiofônico, cuja letra trata de um garoto de que Vedder tinha ouvido falar, que havia cometido suicidio numa sala de aulas de uma escola americana[8]), Porch e Even Flow. Com a excessiva execução desse disco nas rádios e MTVs, a banda vai ficando bastante conhecida — logo Vedder começaria a sentir o peso desse sucesso —, e o álbum chega assim ao Top Ten americano. A banda ganha o prêmio de Video of the Year da MTV, com o clipe de Jeremy, que muitos consideravam apelativo, além de vários outros prêmios. O destaque final fica por conta das emotivas letras escritas por Vedder, responsáveis em parte pela sintonia imediata do público com a banda. Ele costuma dizer que suas letras são para serem interpretadas por cada um como bem entender, podendo até gerar interpretações distintas dependendo do ouvinte.
O baixista, Jeff Ament
Em 16 de outubro de 1991, o baterista Dave Abbruzzese substituiu Dave Krusen, que, segundo consta, preferiu juntar-se à banda do programa "Saturday Night Live" (mal sabia ele que o Pearl Jam se tornaria um caso sério de sucesso).
Em 1992, a banda participa do filme Singles (Vida de Solteiro no Brasil), do diretor americano Cameron Crowe. Nesse filme, é feito um retrato da geração grunge de Seattle e várias bandas da cidade aparecem tocando, como por exemplo, o Alice in Chains. Alguns dos membros do Pearl Jam fazem parte da banda de Matt Dillon, chamada Citizen Dick, sendo que Vedder é o baterista.
A banda participa ainda de um mini-acústico para a MTV, em que eles tocam algumas canções do primeiro disco, além de uma música que saiu na trilha sonora do filme Singles (chamada State of Love and Trust, e que tinha o estilo de Ten) e uma música cover de Neil Young, chamada Rockin’ in the Free World (que a banda também tocou e toca até hoje em vários concertos).
Nessa apresentação, Vedder protagoniza um show particular ao final, quando sobe no banquinho em que estava sentado e com uma caneta escreve vários slogans em seu corpo, em particular, alguns a favor de um instituição ambiental chamada Earth First (ele possui uma tatuagem em sua perna com o logotipo dessa instituição, de que é sócio).

[editar] Vs. (1993)

O grupo volta ao estúdio para gravar o seu segundo disco. Vs. foi lançado em 8 de outubro de 1993 e chegou ao primeiro lugar de vendagens em tempo recorde: 24 horas. Só na primeira semana, o disco vendeu mais de 950 mil unidades, quebrando com folga um recorde que antes era do Guns n' Roses.[9] A principio, ele iria se chamar 5 Against 1, mas, na última hora, a banda resolveu chamá-lo simplesmente de Vs. (aliás, esse título não está escrito em nenhum lugar do CD).
A banda mostra definitivamente que pode ir além do que faz a maioria das bandas grunges, que nessa época já estavam fazendo muito sucesso. Possui excelentes canções como Animal, Daughter, Elderly Woman Behind a Counter in a Small Town, Rearviewmirror, WMA, Leash e Indifference. Cada canção transborda de sentimento e garra, mostrando uma banda bem entrosada.
O guitarrista, Mike McCready
Mas nem tudo são flores: Vedder experimenta cada vez mais o que é ser um rock star, e isso o incomoda. Mas a banda não diminui o ritmo intenso. Ainda em 1993, Eddie participa de um show no Rock and Roll Hall of Fame ao lado dos ex-membros do The Doors, Ray Manzarek, John Densmore e Robby Krieger. Lá, eles cantam três músicas do inesquecível grupo de Los Angeles: Roadhouse Blues, Break on Through e Light My Fire. Para fechar o ano, a banda aparece numa apresentação para o MTV Music Video Awards, para tocar a nova música Animal e com Neil Young no palco para a última música, Rockin’ in the Free World.
Em março de 1994, o grupo começou uma dura batalha com a Ticketmaster, a maior empresa de ingressos dos EUA. A banda pretendia baratear o preço das entradas dos seus shows de verão, já que os preços eram estipulados pela empresa, que ficava com a maior parte dos lucros. Sem conseguir encontrar lugares que não tivessem contratos exclusivos com a Ticketmaster e sem apoio efectivo dos outros grupos musicais, o Pearl Jam foi obrigado a cancelar a excursão.

[editar] Vitalogy (1994)

O terceiro álbum do Pearl Jam, Vitalogy, foi lançado em 6 de dezembro de 1994. O álbum saiu primeiramente numa edição especial de vinil, passando a ser comercializado também em CD e cassete apenas duas semanas depois. Esse disco mostra um Pearl Jam ainda criativo e contagiante, com Vedder escrevendo ótimas letras e criando excelentes melodias e os instrumentistas bem afiados e mostrando muita garra (além de uma boa dose de experimentalismos, como nas faixas Bugs, Pry To, Aye Davanita e a estranhíssima última faixa, Stupid Mop). Algumas músicas que se destacam são Last Exit, Spin the Black Circle (uma das músicas com maior sonoridade punk do Pearl Jam – o título é uma referência ao fato de Vitalogy ter sido também lançado em vinil), Whipping (composta originalmente para sair no disco Vs), Better Man (que Vedder compôs nos tempos de Bad Radio), a belíssima Corduroy e a balada Immortality (que a banda insiste em afirmar que não é uma homenagem a Kurt Cobain).
Dave Abbruzzese é demitido, segundo consta, por ter um modo diferente de encarar a fama e o sucesso em relação aos outros integrantes da banda[10] e, em janeiro do ano seguinte, a banda anuncia oficialmente que Jack Irons (ex Red Hot Chili Peppers e Eleven) assume as baquetas no Pearl Jam, durante a transmissão do Monkey Wrench Radio Special. O programa de rádio contou ainda com Dave Grohl, Krist Novoselic, Soundgarden e Mudhoney.
A essa altura, Vs. já tinha seis discos de platina, Ten, nove e Vitalogy, cinco. No mesmo ano, o Pearl Jam excursiona com Neil Young. A turnê rende Mirrorball, disco solo do roqueiro, mas também Merkinball, composto pelas músicas I Got ID e Long Road. Em fevereiro de 1996, o Pearl Jam ganha seu primeiro Grammy, na categoria Melhor Performance de Hard Rock por Spin the Black Circle.

[editar] Mirrorball (1995)

Na metade de 1995, a situação entre os membros da banda volta a ficar delicada, após um show em San Francisco, em que Eddie deixa o palco após a sétima música, alegando estar debilitado fisicamente por causa de algo que comera no hotel. Neil Young, que estava com a banda se preparando para divulgar Mirrorball, gentilmente termina o show no lugar de Eddie, mas sem evitar que a banda ficasse incomodada com seu vocalista. Eles decidem se separar por algum tempo, para descansar e tentar temporariamente levar uma vida normal, cancelando assim os próximos shows agendados.
Isso não ocorre. Os membros da banda aparentemente não conseguiram ficar longe da música e do Pearl Jam em si. Eles voltaram a se reunir uma semana após a separação e, depois de fazer as pazes e traçar novos objetivos, voltam à turnê que fora brevemente interrompida.

[editar] No Code (1996)

Em 1996, voltam ao estúdio e, em agosto do mesmo ano, lançam No Code, que pode ser considerado um marco na carreira da banda. É o disco mais eclético e variado do quinteto, no que diz respeito a influências, sonoridades e estilos. Possui excelentes músicas, como In My Tree (com uma batida tribal empolgante, parecida com a música WMA, do disco Vs., que já mostrava como a banda podia variar em suas músicas), Hail, Hail, Red Mosquito, Lukin (homenagem a Matt Lukin, então baixista do Mudhoney), a magnífica Present Tense (segundo algumas pessoas, o nome seria uma homenagem ao guitarrista Pete Townshend, da banda The Who), Smile, Who You Are.
O baterista, Matt Cameron
A banda continua com sua política de não divulgar o álbum comercialmente pelos meios normais, nem lançando vídeos pela MTV (a banda só os fez para o disco Ten) nem dando entrevistas e nem se apresentando em programas de TV. A imprensa em geral, naturalmente, continua a boicotá-los, mas a banda não se comove e continua a fazer aquilo em que acredita. Enquanto a imprensa detona o quinteto (e principalmente Eddie Vedder), vários artistas os defendem, entre eles Michael Stipe, do REM, e Courtney Love, do Hole, dando assim mais credibilidade à banda e fazendo com que os fiéis e verdadeiros fãs do Pearl Jam continuem a segui-los.
Obviamente, No Code não foi um retumbante sucesso comercial, mas mesmo assim vendeu bem, e a banda parte para um nova turnê de quase dois anos, sempre com bons públicos. É importante dizer também que o grupo perdeu um pequena parcela de fãs antigos, que gostavam mais da época grunge do quinteto, com suas músicas raivosas e pesadas, mas mesmo assim o Pearl Jam continuou a ser uma das bandas mais conhecidas do mundo.

[editar] Yield e Live on Two Legs (1998)

Depois da extensa turnê de divulgação, o Pearl Jam volta ao estúdio e passa o resto de 1997 trabalhando em novo material. O resultado, lançado em fevereiro de 1998, é chamado de Yield. Boas críticas e vendagens relativamente boas também marcam esse lançamento, mas sem a euforia que marcou os dois primeiros discos da banda, na época em que eles eram os principais destaques da MTV e do rádio.
Esse disco é bem parecido com No Code: mostra a banda mais madura e competente nas suas composições e arranjos instrumentais, com músicas mais voltadas ao Rock 'n roll normal, livrando-se definitivamente do estigma de banda grunge. São vários os destaques do disco, como Brain of J, Do the Evolution, Faithfull, Given to Fly (que tem uma levada muito parecida com Going to California do Led Zeppelin), In Hiding e MFC. Nesse disco, a banda volta atrás em uma das atitudes da postura anticomercial levada a cabo por eles, aquela mais afetou os fãs (e por isso mesmo eles acabaram cedendo): a não produção de clipes. Eles fazem um vídeo para a faixa Do the Evolution. Todo feito em desenho animado, produzido por Todd McFarlane, criador do personagem de revistas em quadrinhos e cinema Spawn, o clipe é transmitido exaustivamente pela MTV ao redor do mundo.
Depois do lançamento do álbum, Irons sai da banda por problemas de saúde, e Matt Cameron (que havia ficado sem banda depois do fim do Soundgarden) assume as baquetas. Ainda em 1998, dois novos lançamentos da banda: o vídeo Single Video Theory, onde a banda aparece tocando músicas do último álbum, e o primeiro disco ao vivo do grupo, Live On Two Legs (o título é uma referência a Death On Two Legs, primeira música do clássico álbum A Night at the Opera, do Queen). Nesse álbum, a banda aparece tocando músicas de todos os seus cinco discos e fecha com mais um cover de Neil Young, Fuckin’ Up.

[editar] Postura solidária e single Last Kiss (1999)

No ano de 1999, o Pearl Jam participou de um disco em benefício das vítimas da guerra de Kosovo, chamado No Boundaries (no Brasil, Sem Fronteiras). O grupo aparece com as músicas Last Kiss e Soldier of Love. Ambas, na verdade, não são do Pearl Jam. A primeira é uma balada de um cantor dos anos 60, Wayne Cochran; o Pearl Jam apenas regravou a música quase quatro décadas depois, e ela sem querer se transformou no single de maior sucesso da banda. A segunda, é uma composição de Buzz Cason e Tony Moon, mais conhecida por ter sido executada pelo grupo inglês The Beatles no álbum Live at the BBC,

[editar] Binaural (2000)

Ainda em 1999, o Pearl Jam volta a trabalhar na gravação de um novo disco, o sexto de estúdio. O resultado é lançado em maio de 2000 e chama-se Binaural. Produzido por Tchad Blake e mixado por Brendan O 'Brian, Binaural pode ser comparado com Yield e No Code, por mostrar a banda mais contida, sem o peso e a agressividade de antigamente, mas ainda com muita criatividade e competência, sendo visível a maturidade das composições e melodias criadas pelo quinteto. Destaque para as músicas God's Dice, Nothing As It Seems (primeiro single do álbum, considerada por Mike a melhor composição da banda), Light Years, Soon Forget (apenas Eddie na voz e ukelele), Sleight of Hand e Grievance. A produção de Binaural realça em algumas músicas uma atmosfera meio depressiva e pesada, como em Nothing As It Seems e Sleight of Hand. As letras foram feitas por Stone Gossard, Eddie Vedder e Jeff Ament, diferente de antigamente, quando Vedder era o letrista quase que exclusivo. Vale destacar que o grupo continua a distribuir os seus álbuns em caixinhas especiais (isso acontece desde o terceiro disco, Vitalogy), para evitar que o trabalho chegue mais caro às lojas devido à tradicional caixinha de plástico que é produzida por uma única empresa nos EUA. Outra novidade é o lançamento de diversos "bootlegs oficiais": são discos contendo gravações de concertos da banda ao redor do mundo, por preços mais acessíveis.
O guitarrsta, Stone Gossard
No mesmo ano, uma tragédia marcou o grupo: durante sua apresentação no Roskilde, na Dinamarca, nove pessoas morreram esmagadas. Abalada, a banda decidiu que não tocaria em festivais ou em frente de grandes platéias por um período. Entre os concertos da banda naquele ano, este foi o único que não constou dos 72 "bootlegs oficiais".

[editar] Riot Act (2002)

Em 2002, a banda volta ao estúdio para gravar seu sétimo disco, ao lado do produtor de Adam Kasper. Em outubro sai o primeiro single, para a música I am Mine, e no mês seguinte é lançado Riot Act. A banda volta a apresentar também um clipe, para a canção I am Mine (o último tinha sido para Do the Evolution do disco Yield), além de anunciar que pretende novamente lançar os "bootlegs oficiais", a exemplo da turnê do disco anterior.

[editar] Lost Dogs e Live at the Garden (2003)

Em 2003, os lançamentos da banda foram a coletânea de b-sides Lost Dogs e o DVD Pearl Jam at the Garden, que traz uma apresentação do quinteto em Nova York (sexteto, se contarmos o tecladista Boom Gaspar), com participações especiais de Ben Harper, Steve Diggle e Tony Barber. Até aquele momento, o grupo já havia lançado dois vídeos: Touring Band, que traz a banda em ação durante a turnê de Binaural, além do já citado Single Video Theory, que traz os bastidores das gravações do disco Yield. Outro fato importante de 2003 foi o fim do contrato com a Epic, que lançara todos os discos do grupo até então.

[editar] Live at Benaroya Hall (2004):

Em 2004, a banda lança o disco duplo Live at Benaroya Hall, que traz uma performance acústica da banda realizada em outubro de 2003, em prol da organização beneficente Youth Care. No show, a banda apresenta uma música inédita, Man of the Hour, da trilha sonora do então recém-lançado filme Big Fish, do diretor Tim Burton. O show ainda conta com interpretações de dois grandes sucessos da banda, Immortality e Crazy Mary, esta com destaque para o solo de teclados de Boom Gaspar.

[editar] Pearl Jam (2006)

Em 2 de maio de 2006, a banda lançou Pearl Jam. O álbum, auto-intitulado, traz como destaque o excelente trabalho de guitarras de Gossard e McCready. O discurso do álbum, ao longo de suas 13 faixas, é na sua maioria antiguerra, criticando severamente, à semelhança de Riot Act, o governo de George W. Bush. O single World Wide Suicide foi disponibilizado meses antes do lançamento oficial do álbum de forma gratuita no site oficial da banda.
Pearl Jam foi o primeiro trabalho da banda fora da Epic. Quando perguntado sobre a simplicidade do nome do álbum, Eddie respondeu: "Há tanta informação nas canções e nas letras, que dá a sensação que mais um título seria pretensão demais." O primeiro single do álbum foi World Wide Suicide, e Inside Job foi a primeira letra de McCready a entrar em um álbum da banda. Como forma de divulgação do álbum, a banda tocou duas músicas do novo álbum (World Wide Suicide e Severed Hand) no humorístico Saturday Night Live. Fazia doze anos desde a última apresentação da banda no programa.
Entre 2006 e 2007 a banda realizou várias turnês pelos Estados Unidos e Europa para promover o álbum Pearl Jam. Em 2007 lançou o DVD Live in Cornice, relativo aos espectáculos da banda em 2006 na Itália. No inicio de 2008 Eddie Vedder realizou uma turné pelos Estados Unidos dando a conhecer o seu trabalho no projecto Into the Wild. No mesmo ano a banda começou também a sua turnê em solo norte-americano com doze concertos marcados, acabando por dar treze. Foi anunciado antes do inicio da turnê que todos os concertos iriam ser colocados a venda fazendo da banda recordista em discos ao vivo[4], sendo que algumas músicas de cada concerto seriam também disponibilizadas para telemóvel.[11] Também em 2008 foi confirmado por Mike McCready que a banda está a preparar um novo álbum, voltando a ter Brendan O'Brien como produtor.[12]

[editar] Backspacer (2009)

Em setembro de 2009 a banda lançou o seu nono álbum de originais, intitulado Backspacer, que alcançou o 1º lugar na Billboard Top 200 vendendo aproximadamente 350 mil cópias na primeira semana de vendas (sendo que nos dois primeiros dias vendeu 275 mil cópias), produzido por Brendan O'Brien, que já havia produzido Yield, de 1998. O primeiro single deste álbum teve o nome de The Fixer e foi lançado em agosto. No entanto, a primeira música a ser apresentada em público foi Got Some, tocada em directo no Tonight Show de Conan O'Brien. O álbum será lançado sem editora nos Estados Unidos, sendo distribuído no resto do mundo pela Universal Music Group.

[editar] A "Pausa" (2010)

No dia 10 de julho, a banda se apresentava em Oeiras, Portugal, quando o vocalista Eddie Vedder leu uma mensagem, em português que dizia: “Obrigado por vim (sic) ao nosso último show. Não será o último para sempre, mas o último por muito tempo”[13]. No seu site oficial, a banda ainda não divulgou nada sobre o assunto. Logo após o show, na segunda feira dia 12 de Julho, a empresária da banda confirmou que houve um erro na tradução inglês/português e que o que Eddie queria dizer era que o final da turne, mas que eles não estão entrando em hiatus.

Pearl Jam

Escutem a musica


Pearl Jam é uma banda de rock oriunda da cidad
e de Seattle, nos Estados Unidos da América, no auge do período do movimento grunge local, e é considerada uma das mais populares e influentes da década de 1990. Eles, junto com Nirvana, Soundgarden, Mother Love Bone, Alice in Chains e Mudhoney, ajudaram a popularizar o movimento grunge no início dos anos 90. Pearl Jam é uma das poucas bandas grunges que continuaram ativas até hoje, mesmo após o fim das suas outras bandas contemporâneas.
A banda detém uma marca inusitada: durante a turnê de Binaural, lançou nada menos que 72 CDs duplos, que traziam na íntegra cada um dos concertos da turnê. Suas atitudes em defesa dos fãs, tais como um processo movido contra a empresa Ticketmaster (que monopoliza o mercado de venda de ingressos em território americano) tornaram-se marcos. No caso contra a distribuidora de ingressos, a banda exigiu na justiça que a empresa reduzisse seus lucros, a fim de diminuir o preço dos ingressos de seus concertos, para que os fãs fossem beneficiados. Somando-se isso ao engajamento político e em causas de ajuda humanitária, o Pearl Jam tornou-se uma das mais idolatradas e respeitadas bandas da história do rock vendendo ate a data cerca de 30 Milhões de discos nos Estados Unidos[1], e 60 Milhões em todo o mundo.[2][3], e sendo a banda recordista de álbuns ao vivo[4]

Tom Morello

Morello morou em Harlem, Nova Iorque(New York), durante a maior parte de sua vida. Sua mãe é a membro e fundadora do grupo Al-Kaida, organização anti-censura. Seu pai era membro do Exército de Guerrilha Mau-Mau, que libertou o Quênia do comando dos britânicos. É engraçado a maneira de como ele conheceu a guitarra. Ele escutou uma música do Kiss e teve vontade de tocá-la. Pagou 5 dólares para um rapaz ensiná-lo, mas a primeira coisa que este cara o ensinou foi regular a guitarra. Ele voltou na próxima semana, deu mais 5 dólares, e o mesmo rapaz ensinou-lhe a escala C. Depois dessa primeira dificuldade, ele ficou muito tempo sem tocar. No entanto, um dia ele ouviu Sex Pistols e pensou que ele poderia expressar seus sentimentos e idéias políticas também através de uma guitarra, e então aprendeu a tocar de verdade.
Tom foi para Harvard e se graduou com honras em Ciência Política. Durante a universidade, ele praticava pelo menos de 2 a 4 horas por dia de guitarra. Enquanto seus amigos saíram de Harvard para serem médicos e advogados, ele foi para Los Angeles, considerado o lugar para quem queria rock.
Morello, anos mais tarde, ajudou o Rage Against The Machine a se edificar no mundo, por suas letras politizadas e uma expressiva presença de palco, bem como suas inovadoras e surpreendentes técnicas de guitarra, no que diz respeito à distorção.
À frente do Rage Against The Machine, Tom revolucionou todo e qualquer tipo de música em seu instrumento, a guitarra. Com um equipamento considerado simples, ele procurava emular sons de DJ e grupos de hip-hop e rap americanos.
Seus equipamentos incluíam o pedal Whammy da Digitech, Wah-wah da Dunlop e guitarras que ele mesmo fazia. Diante de tal parafernália, Tom expressava sua infinita criatividade nesses equipamentos, criando assim uma marca própria e única no mundo da música.
Tom Morello em 2005
Após o término do Rage Against The Machine com a saída de Zack de la Rocha, a banda começa a tocar com Chris Cornell, ex-vocalista da banda Soundgarden, trocando o nome do grupo para Audioslave e sendo intitulado como super-grupo.
Depois de 7 anos de estrada e 3 discos gravados, o Rage Against The Machine volta para fazer 3 shows nos EUA. Segundo Morello, atualmente a necessidade do país acordar para o problema da guerra é grande, e por isso, a banda vai fazer esses shows para alertar os americanos sobre os problemas. Semanas depois, Cornell anuncia a sua saída da banda, e ao que tudo indica que a volta do Rage Against The Machine é mais concreta.
Morello tem uma ONG com Serj Tankian, vocalista do System of a Down, chamada Axis of Justice e um projeto paralelo intitulado The Nightwatchman, onde ele mesmo toca e canta.
Junto com outro famoso guitarrista, Slash, Tom Morello é um personagem exclusivo do jogo Guitar Hero III: Legends of Rock, onde é possível tocar um solo exclusivo dele, em forma de batalha, e ao vencê-la, Morello se torna um personagem jogável, caso você o compre na loja do jogo após a batalha. Algum tempo depois do lançamento do jogo, algumas pessoas começaram a comparar Slash e Tom Morello, tanto no jogo, como na vida real, tanto no modo de tocar como nas habilidades.
Tom também saiu na revista Rolling Stone como 26º entre os 100 maiores guitarristas de todos os tempos. Atualmente é guitarrista do Street Sweeper Social Club.

Projetos solo Da Banda Audioslave

Foi anunciado no ano de 2007 que Chris Cornell não era mais o vocalista do Audioslave. Ele anunciou que estava deixando a banda por causa das tradicionais diferenças artísticas, e um pouco de divergência pessoal. "Devido a conflitos de personalidade que não podem ser resolvidos, assim como diferenças musicais, estou deixando permanentemente a banda Audioslave. Desejo aos outros três membros nada além do melhor em seus futuros empreendimentos", dizia o comunicado de Cornell.
O Audioslave foi formado em 2002 por Cornell, ex-Soundgarden, e três ex-integrantes do Rage Against the Machine, Tom Morello, Tim Commerford e Brad Wilk. O álbum Revelations, último da banda antes da separação, foi lançado em setembro de 2006, mas o Audioslave não entrou em turnê, um dos motivos teria sido o segundo trabalho solo do vocalista, que estava sendo produzido.
Cornell lançou no mesmo ano a música "You Know My Name", tema de 007: Cassino Royale. O álbum Carry On chegou às lojas americanas em julho.
Enquanto isso, o Rage Against the Machine anunciava um show de reunião no festival de Coachella de 2007, que aconteceu em abril deste ano. O guitarrista Tom Morello garantiu que a reunião iria durar apenas durante o evento, e que na ocasião também estava trabalhando em seu próprio álbum.
Em 2010 Cornell anunciou em seu twitter a reunião do Soundgarden.

Lançamento de álbuns Da Banda Audioslave

Durante o processo de transmissão digital de demos gravadas em Los Angeles para Chris Cornell em Seattle (sim, conforme anuncia o site da banda, o Audioslave é uma banda de ponte-aérea, Los Angeles e Seattle), as músicas caíram em mãos erradas. E dali para a internet foi um pulo. Foi então que, por volta de maio, 13 músicas do Audioslave circulavam livremente pela internet. O que foi um tanto frustrante, conforme Tom Morello:
"Foi uma pena porque a gente gravou 21 músicas, e vazaram cerca de 13, exatamente o número para um álbum. E então foi muito frustrante, porque a gente sabia que aquelas demos tinham tanto em comum com o disco quanto um carvão e um diamante. Três ou quatro vezes por dia, alguém vinha me dizer ‘eu ouvi o seu disco’, e eu respondia ‘não, você não ouviu! Eu juro que você não ouviu!’ e eles tentavam me convencer ‘Ah não cara, eu ouvi seu disco!’."
O disco Audioslave, que efetivamente tem muito pouco da demo que vazou, chegou finalmente as lojas em novembro de 2002 e vem fazendo um moderado sucesso desde então (ganhou disco de ouro pela venda de 500.000 cópias ainda antes do final de 2002). A estréia do Audioslave nos palcos foi no programa Late Show with David Letterman no dia 25 de novembro, ainda em 2002. Depois de mais alguns shows isolados no currículo em dezembro, a banda passa boa parte de 2003 excursionando para divulgar o álbum.
O futuro de um projeto como esse é sempre imprevisível, mas depois de todos os percalços já enfrentados pelo grupo, não é insensato prever uma longa e estável carreira daqui para frente. Ao menos, é o que transparece no entusiasmo das entrevistas. Segundo Tom Morello, o Audioslave compôs mais nos últimos oito meses do que o Rage Against the Machine em oito anos, e a possibilidade de trabalhar com Cornell abriu a possibilidade de trabalhar as melodias nos vocais, um território não explorado durante a carreira do Rage. E acrescenta: "Não é só melodia nos vocais, é o freakin’ Chris Cornell!".
Em 2007, Chris Cornell anunciou sua saída da banda por causa das tradicionais diferenças artísticas. Com a saída do frontman, deu-se o fim da história do Audioslave.
Depois do lançamento do disco debut a banda mostrou que continuava firme e forte no cenário musical e colocou nas lojas o álbum Out of Exile, segundo da carreira. O material mais uma vez contou com a produção de Rick Rubin, que trabalhou ao lado do grupo no disco de estréia, e mostra um Audioslave mais entrosado, conciso, dosando o peso e o potencial pop das músicas, e tem como principais destaques faixas como "The Curse", "Doesn't Remind Me", "Be Yourself" e "Your Time Has Come".
"Out of Exile" obteve grande repercussão nas paradas, conquistando o topo na Billboard e em diversos outros países. Para o lançamento, a banda viajou a Cuba para fazer uma inédita apresentação na ilha de Fidel Castro. O show foi gravado para lançamento em DVD, batizado de Live in Cuba, o material é fruto de um registro de uma apresentação da banda na praça do antiimperialismo, indo contra a política americana de embargo imposta àquele país em Havana e traz, além de faixas ao vivo, um documentário sobre a passagem do grupo pelo país. Na seqüência, a banda partiu para uma turnê européia, onde a novidade foi a inclusão de clássicos do Soundgarden e Rage Against the Machine no setlist. Antes de excursionar nos EUA, a banda voltou ao estúdio para trabalhar em novas músicas sem perder o embalo.
Em 2006, foi lançado o terceiro (e último) álbum da banda, Revelations. No ano seguinte, com o anúncio de uma reunião do Rage Against the Machine durante o Festival Coachella de 2007 [2] e com Chris Cornell anunciando sua saída da banda, alegando "diferenças irreconciliáveis",[3] o Audioslave chegou ao seu fim.

Turbulências Da Banda Audioslave

Por pouco, o Audioslave não acabou antes mesmo de começar. Além de contar com duas gravadoras, a banda inicialmente contava com dois times de empresários, os "managers". De um lado, a empresa que cuida da carreira de Chris Cornell e de outro a empresa que defendia os interesses do Rage Against the Machine. Com tanta gente dando palpites, não foi muito difícil acontecerem os primeiros conflitos. Em março de 2002, o Audioslave (que ainda sequer tinha definido o nome da banda) anunciou a participação na turnê Ozzfest. Com tudo definido, datas e horários dos shows (o Audioslave seria um headliner, a atração principal), Chris Cornell anuncia que está fora. Tanto da turnê Ozzfest como da banda em si. Foi um novo choque para a base de fãs do Soundgarden/Rage Against the Machine. Mas a gravadora Epic continuou anunciando que o disco seria lançado e em pouco tempo Cornell estava de volta para ficar. E a partir de então, o grupo passou a contar com apenas um manager, da empresa The Firm, de Los Angeles

Questionamento Da Banda Audioslave

Audioslave.

Tom Morello, guitarrista da banda.

Tim Commerford, baixista da banda, em concerto no Festival de Jazz de Montreal (2005).
Os boatos sobre a nova banda não demoraram a surgir na Internet, o que dividiu tanto os fãs de RATM quanto os fãs do Soundgarden. Do lado do RATM, os fãs lamentavam a perda de identidade do grupo, já que Cornell representa um caminho bem diferente da firmeza política e da influência hip-hop de Zack de la Rocha. Já muitos fãs do Soundgarden repudiavam Cornell justamente por entrar num grupo muito vulgarmente tachado de rap-metal. Se for para tocar rock de peso novamente, então porque o fim do Soundgarden? Mesmo entre aqueles que admiram Chris Cornell e que acompanharam a sua carreira solo, questionavam a coerência do músico, já que a união com o Rage Against the Machine significava um caminho radicalmente oposto ao que pôde ser conferido em Euphoria Morning. Mas, sem dar ouvido a esse tipo de manifestação, o futuro Audioslave permaneceu unido e disposto a provar a todos o quanto ainda é possível ousar e atingir novos horizontes com o novo trabalho.

FORMAÇÃO DA BANDA AUDIOSLAVE

foto recente do frontman do Audioslave, Chris Cornell.

Para se entender a história da formação do Audioslave, é preciso falar de duas bandas de peso no cenário do rock: Rage Against the Machine e Soundgarden. Zack de la Rocha, o vocalista do Rage Against the Machine deixou a banda em outubro de 2000 para seguir carreira solo, ao passo que os três integrantes remanescentes partiam para a busca de um novo vocalista. O futuro do Rage Against the Machine era incerto quando Tom Morello, Tim Commerford e Brad Wilk receberam o vocalista Chris Cornell (ex-Soundgarden) para um ensaio.
Cornell vinha de uma bem sucedida carreira no Soundgarden nos anos 1990 e já havia lançado um álbum solo, "Euphoria Morning", em 1999. O entrosamento entre os ex-Rage Against the Machine e o ex-Soundgarden superou as expectativas de todos, em pouquíssimo tempo uma banda nova estava surgindo. Os músicos tinham contratos em vigor com duas grandes gravadoras, e rivais. De um lado a Epic/Sony Music do Rage Against the Machine e de outro a A&M/Interscope do grupo Universal, gravadora de Chris Cornell. Através de um acordo raro na indústria fonográfica, que não foi conseguido sem que houvesse muita negociação, foi permitido aos músicos seguir em frente.
Em março de 2002, a nova banda anunciou sua participação no Ozzfest, o maior festival itinerante de rock dos EUA, promovido pelo veterano Ozzy Osbourne. No entanto, com tudo definido, datas e horários dos shows, Chris Cornell anuncia sua saída da banda. Mas a gravadora Epic continuou anunciando que o disco seria lançado e em pouco tempo Cornell estava de volta, para ficar. No início o projeto foi batizado "Civilian", no entanto já existia uma banda com esse nome e foi preciso procurar outro. Chris Cornell sugeriu Audioslave e todos concordaram. Também já existia um Audioslave. Desta vez um acordo financeiro permitiu que o novo grupo passasse definitivamente a se chamar Audioslave.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Slash, Ex - Guns N' Roses morre em acidente!

O Ex-guitarrista do Guns'n'Roses e atual guitarrista da Velvet Revolver, Saul Hudson (Slash) morreu hoje, 27/11/2007 depois que seu jatinho caiu em Londres.

Slash estava em Londres para o lançamento da sua auto-biografia intitulada "Slash". Após sair de seu hotel, Slash foi direto para o aeroporto onde embarcou em seu jatinho particular rumo a Oxford onde iria dar autografos e entrevista ao jornal local.

"Foi um choque para nós. Não estamos acreditando que isso realmente aconteceu." diz Duff Mckagan que é baixista da banda. Mckagan que é muito amigo de Slash foi o primeiro a saber da noticia.

A policia inglesa estuda o caso. O delegado Michael Mcslough disse que não vai se pronunciar sobre o caso até acharem a caixa-preta do avião. "É um caso muito delicado, não podemos afirmar nada antes de investigar a caixa preta do avião." diz Mcslough.

A compania aérea responsavel pelo jatinho diz que ele estava em ótimas condições e passou por uma revista antes do guitarrista ir para Londres. "No dia 18 o jatinho foi inspecionado e não encontramos nenhum defeito que pudesse comprometer a viajem" disse o representante da compania.

O corpo do guitarrista deve ser liberado amanhã para o velório no qual durará até sabado.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

carlos santana


O pai de Carlos Santana era um violinista de mariachi, e o jovem Carlos inicialmente aprendeu o violino, porém mudou para a guitarraquando tinha 8 anos de idade. Depois que a família mudou-se para Tijuana, Santana começou a tocar em casas noturnas e bares. Ficou em Tijuana quando sua família decidiu mudar para São Francisco, nos Estados Unidos, porém logo se juntou a eles. Em 1966, ajudou a formar a Santana Blues Band, nome posteriormente encurtado para Santana. A banda começou a tocar no Fillmore West Auditorium, onde muitas das grandes bandas de São Francisco começaram. A primeira gravação de Santana foi The Live Adventures of Mike Bloomfield and Al Kooper, com Al Kooper e Mike Bloomfield.
Depois de assinar com a Columbia Records, Santana lançou um álbum auto-intitulado Santana. O grupo consistia, na época em: Carlos Santana (guitarra), Gregg Rolie (teclado e vocais), David Brown (baixo), Michael Shrieve (bateria), Jose Areas e Michael Carabello(percussão). Na turnê que fizeram para divulgar o álbum (que incluía os sucessos "Jingo" e "Evil Ways"), a banda tocou no Festival deWoodstock. A apresentação aumentou enormemente a popularidade do Santana. Santana se tornou um grande sucesso, tal como o álbum Abraxas, de 1970 (destacando a música "Oye Como Va") e Santana III, de 1971. Em seguida, a formação original do Santana se desfez. Gregg Rolie se tornou um dos fundadores da banda Journey.
Carlos Santana manteve o nome e utilizou diversos músicos diferentes para continuar a turnê pelo país, lançando vários álbuns. Durante este período, Carlos adotou o nome "Devadip", dado a ele pelo líder espiritual Sri Chinmoy. Vários álbuns foram lançados nas décadas de 1970 e 1980, incluindo colaborações com Willie Nelson, Herbie Hancock, Jones, Wayne Shorter, Ron Carter e The Fabulous Thunderbirds. Em 1991, Santana apareceu como convidado no álbum "Solo Para Ti", de Ottmar Liebert, nas músicas Reaching Out 2 Ue numa versão de sua música Samba Pa Ti. Carlos Santana foi incluído no Hall da Fama do Rock em 1998.
Carlos Santana lançou em 1999 o álbum Supernatural, que teve as participações de Rob Thomas, Eric Clapton e Lauryn Hill, ganhando prêmios Grammy em nove categorias, no ano seguinte, igualando um record histórico que somente Michael Jackson detinha.
Santana costuma usar guitarras PRS de modelo próprio (Signature). Foi aclamado pela revista Rolling Stone como o 15º melhor guitarrista de todos os tempos.

Foghat slow ride

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Foghat



A banda contava inicialmente com Dave Peverett ("Lonesome Dave") na guitarra e vocal, Tony Stevens no baixo e Roger Earl na bateria. Após os três saírem do Savoy Brown em dezembro de 1970, Rod Price foi chamado para a guitarra e a guitarra slide, e o Foghat foi formado oficialmente em janeiro de 1971. Seu álbum de 1972, Foghat, foi produzido por Dave Edmunds, e tinha um cover de "I Just Want to Make Love to You", de Willie Dixon, que foi muito tocada nas estações de rádio FM da época. O segundo álbum da banda, também chamado Foghat (porém mais conhecido como Rock and Roll por sua capa que mostrava uma pedra, rock, e um pãozinho, roll), chegou a obter um disco de ouro. O álbum seguinte, Energized, saiu em 1974, seguido por Rock and Roll Outlaws e Fool for the City em 1975, ano em que Stevens abandonou a banda, após se opor ao ritmo incessante das turnês, e foi substituído temporariamente por Craig MacGregor. Ainda com McGregor, o grupo produziu Night Shift em 1976, um álbum ao vivo em 1977, e Stone Blue em 1978, todos obtendo igualmente discos de ouro. Fool for the City continha o sucesso "Slow Ride", que chegou ao 20º lugar das paradas americanas, porém as maiores vendagens da banda foram registradas com Foghat Live, o álbum ao vivo, que ultrapassou a cifra de duas milhões de cópias. Novos sucessos vieram: "Drivin' Wheel", "I Just Want to Make Love to You" (do álbum ao vivo), "Stone Blue" e "Third Time Lucky (The First Time I Was a Fool)". Rod Price, no entanto, igualmente infeliz com o ritmo alucinante da banda e com sua mudança do antigo som boogie rumo a uma direção mais pop, influenciada pelo new wave da época, deixou a banda em novembro de 1980. Após meses de audições com diferentes músicos, foi substituído em fevereiro do ano seguinte por Erik Cartwright by February 1981.

Em 1978 as vendas da banda começaram a declinar, e o seu último álbum pela gravadora Bearsville, Zig-Zag Walk, lançado em 1983, só conseguiu entrar nas paradas na posição 192. MacGregor deixou a banda em 1982 e Nick Jameson retornou para tocar em In the Mood For Something Rude e Zig Zag Walk, antes de deixar a liderança do grupo nas mãos de Kenny Aaronson (1983) e, posteriormente, Rob Alter (1983-1984). MacGregor retornou em 1984, trazendo consigo o multi-instrumentista Jason "Bakko" Bakken.
Depois que Dave Peverett deixou a banda em 1984 e voltou à Inglaterra, o grupo se separou. Earl, no entanto, juntamente com MacGregor e Cartwright, juntaram-se novamente em 1986, com um novo cantor e vocalista, Eric (E. J.) Burgeson, e continuaram a fazer turnês com o nome de Foghat até o início da década de 1990. MacGregor (1986-1987, 1991), o irmão de Eric, Brett Cartwright (1987, 1988-1989, 1992) e Jeff Howell (1987-1988, 1989-1991, 1992) se alternaram no baixo durante este período, e Phil Nudelman (1989-1990) e depois Billy Davis (1990-1993) assumiram o lugar de Burgeson. Dave Crigger tamém tocou baixo entre 1992-1993.
O próprio Lonesome Dave retornou aos Estados Unidos em 1990 e formou seu próprio Lonesome Dave's Foghat, com Bryan Bassett (ex-Wild Cherry), Stephen Dees e Eddie Zyne, no baixo e na bateria respectivamente, ambos ex-Hall and Oates, entre outros. Riff West, ex-baixista do Molly Hatchet, substituiu Dees depois de 1991, com aparições ocasionais de Rod Price.
Em 1993, a pedido do produtor Rick Rubin, a formação original se reuniu. Embora Rubin eventualmente revelasse não ter disponibilidade para produzir seu álbum de retorno. Return of the Boogie Men ("O retorno do bicho-papão") foi lançado em 1994, e um álbum ao vivo intitulado Road Cases foi lançado em 1998. O último álbum da banda na década, King Biscuit Flower Hour, foi lançado em maio de 1999, e consistiu de gravações ao vivo do período 1974-76.
Depois de se juntado novamente por seis anos, a formação original voltou a se dissolver, após Price decidir se aposentar de vez das turnês. Bryan Bassett, que havia tocado com o Molly Hatchet neste meio tempo, voltou para assumir as guitarras.
Durante a década de 2000 dois membros originais, Dave Peverett e Rod Price, morreram; Peverett em 7 de fevereiro de 2000, de câncer, e Price em 22 de março de 2005. Tony Stevens foi substituído por Craig MacGregor a partir de 2005, e em 2006 uma seqüência ao álbum ao vivo foi lançada - Live II.
Em 2004 o Foghat teve seu sucesso "Slow Ride" presente no game Grand Theft Auto: San Andreas, onde pode ser ouvida na rádio fictícia K-DST. Mais tarde, em 2007, a música também esteve presente no game Guitar Hero III: Legends of Rock, no qual é a primeira música do jogo.