O embrião do Pearl Jam foram outras pequenas bandas de
Seattle. Na época a cidade ainda não era reconhecida como grande pólo do
Rock 'n roll americano, sendo lembrada apenas por ser a terra natal de
Jimi Hendrix.
O guitarrista
Stone Gossard e o baixista
Jeff Ament eram amigos e formaram uma banda de
hard rock chamada
Green River, ao lado do guitarrista
Steve Turner e do vocalista
Mark Arm, em
1984.
[5] Chegaram a gravar e lançar um disco, chamado
Rehad Doll, além de um EP, pelo selo local
Sub Pop.
Mas em
1988, a banda resolve se separar, sendo que Arm e Turner formariam logo depois o
Mudhoney, uma das bandas primordiais do
grunge. Jeff e Stone continuam juntos e, juntamente com o baterista
Jeff Turner e o vocalista
Andrew Wood, formam uma nova banda, chamada
Mother Love Bone. Assinam um contrato com a
Geffen Records e lançam em
1989 o EP
Shine e, em
1990, um álbum chamado
Apple. A banda começa a fazer sucesso nos EUA, quando, logo depois do lançamento de
Apple, em
16 de março de
1990, morre o vocalista Wood, vítima de uma overdose de
heroína.
Chris Cornell, amigo de
Andrew Wood, sugeriu um disco tributo para Wood. Nascia então o
Temple of the Dog, projeto que reuniu integrantes do
Mother Love Bone e do
Soundgarden. Para a guitarra solo, convocaram o ainda iniciante
Mike McCready, que já tocava, nesse meio-tempo, com Jeff e Stone os instrumentais que Stone havia composto mas que ainda não haviam sido gravados. Stone, Jeff e Mike haviam, na época do Temple, recentemente encontrado um vocalista para os instrumentais que tocavam:
Eddie Vedder, vocalista de
Evanston, indicado por um amigo comum:
Jack Irons, baterista da primeira formação do grupo californiano
Red Hot Chili Peppers. Devido ao grande talento de Eddie Vedder, este fora convidado a gravar vocais de fundo para o Temple of the Dog. Este supergrupo de Seattle lançou seu disco homônimo em
1991 e emplacou a música
Hunger Strike nas paradas. Porém, Stone, Jeff e Mike estavam agora mais centrados no conjunto que formaram com Vedder.
[editar] Surge o Pearl Jam (1990)
[editar] Formação da Banda
Conforme citado acima, Eddie Vedder juntou-se a Stone, Jeff e Mike por meio de Jack Irons, que posteriormente viria a ser o baterista do Pearl Jam no período entre
1994 e
1998. Irons enviou, após audição dos intrumentais de Stone e grupo (tocados com a ajuda de
Matt Cameron, baterista do Soundgarden e do Temple of the Dog), um fita demo para Eddie Vedder. Os grooves cheios de energia e dinamismo de Stone inspiraram Eddie a compor as letras (todas no mesmo dia) para os três instrumentais contidos na fita (Eddie tinha as três letras na cabeça depois de uma tarde surfando). Tornaram-se assim as músicas que futuramente fariam-se sucesso na banda sendo duas do álbum "
Ten":
Alive,
Once e
Footsteps[6], esta lançada no single
Jeremy. O que mais impressionou Stone e os outros foi o fato de que as letras que retornaram cantadas no canal sobressalente da fita eram marcantes, fortes e instigantes. E extremamente pessoais, cantadas por Eddie com extrema paixão, convicção, num modo tocantemente ligado ao cantar das letras; em ocasiões sussurando; por vezes cantando-as como se saíssem das visceras, do fundo de seu coração. Falavam de temas psicológicos envolvendo traumas familiares, conseqüências desses conflitos e a ausência da figura paterna.
Alive fala do garoto que descobre, pela sua mãe, que seu pai verdadeiro não era o que conhecia. Que toda a sua vida o homem que acreditara ser seu pai (e há razões para acreditar que esse pai não o tratava muito bem) não era seu verdadeiro pai. A perturbação psicológica e o comportamento homicida manifestaram-se em
Once, sua continuação. Em
Footsteps temos o rapaz, já mais crescido, na cela de uma cadeia, completando a mini-ópera de Vedder. O tema é todo tocante e as interpretações as mais diversas. Fato é que essas canções permitiram que os rapazes montassem uma das mais importantes bandas do Rock and roll. A essas três canções, Eddie Vedder deu o título de
Mamasan Trilogy.
[editar] De onde surgiu esse nome?
No outono de
1990, surgiu o Mookie Blaylock que em novembro do mesmo ano viria a chamar-se
Pearl Jam, nome sugerido por Vedder, que, numa brincadeira, disse ser uma homenagem a uma suposta geleia com poderes alucinógenos que sua avó (chamada Pearl) fazia. O significado mais provável, entretanto, é vindo do baixista da banda, Jeff Ament, segundo ele esse nome teria surgido depois dele assistir uma apresentação das bandas
Sonic Youth e
Crazy Horse, sem nenhuma relação com geléias ou coisas do tipo.
No DVD
Immagine In Cornice, Eddie Vedder diz a um italiano para o qual discursava sobre o tipo de música que tocavam que não sabe o que o nome
Pearl Jam significa ("I don't know what it means", em suas próprias palavras.).
[editar] Ten e sua repercussão (1991)
O primeiro álbum do grupo,
Ten (número da camisa de
Mookie Blaylock no time de
basquete New Jersey Nets), saiu em
23 de agosto de
1991 e é considerado um dos melhores álbuns do
grunge, e do rock em geral nos últimos tempos.
[7] Possui canções belas e inesquecíveis como
Alive (o grande sucesso radiofônico do disco, que levou o Pearl Jam a ser conhecido nos quatro cantos do mundo),
Oceans,
Black e
Release, outras pesadas e raivosas típicas do
grunge, como
Once e
Why Go, além de outras excelentes por si só, como
Jeremy (outro grande sucesso radiofônico, cuja letra trata de um garoto de que Vedder tinha ouvido falar, que havia cometido suicidio numa sala de aulas de uma escola americana
[8]),
Porch e
Even Flow. Com a excessiva execução desse disco nas
rádios e
MTVs, a banda vai ficando bastante conhecida — logo Vedder começaria a sentir o peso desse sucesso —, e o álbum chega assim ao
Top Ten americano. A banda ganha o prêmio de
Video of the Year da MTV, com o clipe de
Jeremy, que muitos consideravam apelativo, além de vários outros prêmios. O destaque final fica por conta das emotivas letras escritas por Vedder, responsáveis em parte pela sintonia imediata do público com a banda. Ele costuma dizer que suas letras são para serem interpretadas por cada um como bem entender, podendo até gerar interpretações distintas dependendo do ouvinte.
Em
16 de outubro de
1991, o baterista
Dave Abbruzzese substituiu
Dave Krusen, que, segundo consta, preferiu juntar-se à banda do programa "
Saturday Night Live" (mal sabia ele que o Pearl Jam se tornaria um caso sério de sucesso).
Em
1992, a banda participa do filme
Singles (
Vida de Solteiro no
Brasil), do diretor americano
Cameron Crowe. Nesse filme, é feito um retrato da geração
grunge de
Seattle e várias bandas da cidade aparecem tocando, como por exemplo, o
Alice in Chains. Alguns dos membros do Pearl Jam fazem parte da banda de Matt Dillon, chamada Citizen Dick, sendo que Vedder é o baterista.
A banda participa ainda de um mini-acústico para a MTV, em que eles tocam algumas canções do primeiro disco, além de uma música que saiu na trilha sonora do filme
Singles (chamada
State of Love and Trust, e que tinha o estilo de
Ten) e uma música cover de
Neil Young, chamada
Rockin’ in the Free World (que a banda também tocou e toca até hoje em vários concertos).
Nessa apresentação, Vedder protagoniza um show particular ao final, quando sobe no banquinho em que estava sentado e com uma caneta escreve vários slogans em seu corpo, em particular, alguns a favor de um instituição ambiental chamada
Earth First (ele possui uma tatuagem em sua perna com o logotipo dessa instituição, de que é sócio).
[editar] Vs. (1993)
O grupo volta ao estúdio para gravar o seu segundo disco.
Vs. foi lançado em
8 de outubro de
1993 e chegou ao primeiro lugar de vendagens em tempo recorde: 24 horas. Só na primeira semana, o disco vendeu mais de 950 mil unidades, quebrando com folga um recorde que antes era do
Guns n' Roses.
[9] A principio, ele iria se chamar
5 Against 1, mas, na última hora, a banda resolveu chamá-lo simplesmente de
Vs. (aliás, esse título não está escrito em nenhum lugar do CD).
A banda mostra definitivamente que pode ir além do que faz a maioria das bandas grunges, que nessa época já estavam fazendo muito sucesso. Possui excelentes canções como
Animal,
Daughter,
Elderly Woman Behind a Counter in a Small Town,
Rearviewmirror,
WMA,
Leash e
Indifference. Cada canção transborda de sentimento e garra, mostrando uma banda bem entrosada.
Mas nem tudo são flores: Vedder experimenta cada vez mais o que é ser um
rock star, e isso o incomoda. Mas a banda não diminui o ritmo intenso. Ainda em
1993, Eddie participa de um show no
Rock and Roll Hall of Fame ao lado dos ex-membros do
The Doors,
Ray Manzarek,
John Densmore e
Robby Krieger. Lá, eles cantam três músicas do inesquecível grupo de Los Angeles:
Roadhouse Blues,
Break on Through e
Light My Fire. Para fechar o ano, a banda aparece numa apresentação para o
MTV Music Video Awards, para tocar a nova música
Animal e com
Neil Young no palco para a última música,
Rockin’ in the Free World.
Em março de
1994, o grupo começou uma dura batalha com a
Ticketmaster, a maior empresa de ingressos dos EUA. A banda pretendia baratear o preço das entradas dos seus shows de verão, já que os preços eram estipulados pela empresa, que ficava com a maior parte dos lucros. Sem conseguir encontrar lugares que não tivessem contratos exclusivos com a Ticketmaster e sem apoio efectivo dos outros grupos musicais, o Pearl Jam foi obrigado a cancelar a excursão.
[editar] Vitalogy (1994)
O terceiro álbum do Pearl Jam,
Vitalogy, foi lançado em
6 de dezembro de
1994. O álbum saiu primeiramente numa edição especial de
vinil, passando a ser comercializado também em
CD e
cassete apenas duas semanas depois. Esse disco mostra um Pearl Jam ainda criativo e contagiante, com Vedder escrevendo ótimas letras e criando excelentes melodias e os instrumentistas bem afiados e mostrando muita garra (além de uma boa dose de experimentalismos, como nas faixas
Bugs,
Pry To,
Aye Davanita e a estranhíssima última faixa,
Stupid Mop). Algumas músicas que se destacam são
Last Exit,
Spin the Black Circle (uma das músicas com maior sonoridade
punk do Pearl Jam – o título é uma referência ao fato de
Vitalogy ter sido também lançado em vinil),
Whipping (composta originalmente para sair no disco
Vs),
Better Man (que Vedder compôs nos tempos de Bad Radio), a belíssima
Corduroy e a balada
Immortality (que a banda insiste em afirmar que não é uma homenagem a
Kurt Cobain).
Dave Abbruzzese é demitido, segundo consta, por ter um modo diferente de encarar a fama e o sucesso em relação aos outros integrantes da banda
[10] e, em janeiro do ano seguinte, a banda anuncia oficialmente que Jack Irons (ex
Red Hot Chili Peppers e
Eleven) assume as baquetas no Pearl Jam, durante a transmissão do
Monkey Wrench Radio Special. O programa de rádio contou ainda com
Dave Grohl,
Krist Novoselic,
Soundgarden e
Mudhoney.
A essa altura,
Vs. já tinha seis discos de platina,
Ten, nove e
Vitalogy, cinco. No mesmo ano, o Pearl Jam excursiona com Neil Young. A turnê rende
Mirrorball, disco solo do roqueiro, mas também
Merkinball, composto pelas músicas
I Got ID e
Long Road. Em fevereiro de
1996, o Pearl Jam ganha seu primeiro
Grammy, na categoria
Melhor Performance de Hard Rock por
Spin the Black Circle.
[editar] Mirrorball (1995)
Na metade de
1995, a situação entre os membros da banda volta a ficar delicada, após um show em
San Francisco, em que Eddie deixa o palco após a sétima música, alegando estar debilitado fisicamente por causa de algo que comera no hotel. Neil Young, que estava com a banda se preparando para divulgar
Mirrorball, gentilmente termina o show no lugar de Eddie, mas sem evitar que a banda ficasse incomodada com seu vocalista. Eles decidem se separar por algum tempo, para descansar e tentar temporariamente levar uma vida normal, cancelando assim os próximos shows agendados.
Isso não ocorre. Os membros da banda aparentemente não conseguiram ficar longe da música e do Pearl Jam em si. Eles voltaram a se reunir uma semana após a separação e, depois de fazer as pazes e traçar novos objetivos, voltam à turnê que fora brevemente interrompida.
[editar] No Code (1996)
Em
1996, voltam ao estúdio e, em agosto do mesmo ano, lançam
No Code, que pode ser considerado um marco na carreira da banda. É o disco mais eclético e variado do quinteto, no que diz respeito a influências, sonoridades e estilos. Possui excelentes músicas, como
In My Tree (com uma batida tribal empolgante, parecida com a música
WMA, do disco
Vs., que já mostrava como a banda podia variar em suas músicas),
Hail, Hail,
Red Mosquito,
Lukin (homenagem a
Matt Lukin, então baixista do Mudhoney), a magnífica
Present Tense (segundo algumas pessoas, o nome seria uma homenagem ao guitarrista
Pete Townshend, da banda
The Who),
Smile,
Who You Are.
A banda continua com sua política de não divulgar o álbum comercialmente pelos meios normais, nem lançando vídeos pela MTV (a banda só os fez para o disco
Ten) nem dando entrevistas e nem se apresentando em programas de TV. A imprensa em geral, naturalmente, continua a boicotá-los, mas a banda não se comove e continua a fazer aquilo em que acredita. Enquanto a imprensa detona o quinteto (e principalmente Eddie Vedder), vários artistas os defendem, entre eles
Michael Stipe, do
REM, e
Courtney Love, do
Hole, dando assim mais credibilidade à banda e fazendo com que os fiéis e verdadeiros fãs do Pearl Jam continuem a segui-los.
Obviamente,
No Code não foi um retumbante sucesso comercial, mas mesmo assim vendeu bem, e a banda parte para um nova turnê de quase dois anos, sempre com bons públicos. É importante dizer também que o grupo perdeu um pequena parcela de fãs antigos, que gostavam mais da época
grunge do quinteto, com suas músicas raivosas e pesadas, mas mesmo assim o Pearl Jam continuou a ser uma das bandas mais conhecidas do mundo.
[editar] Yield e Live on Two Legs (1998)
Depois da extensa turnê de divulgação, o Pearl Jam volta ao estúdio e passa o resto de
1997 trabalhando em novo material. O resultado, lançado em fevereiro de
1998, é chamado de
Yield. Boas críticas e vendagens relativamente boas também marcam esse lançamento, mas sem a euforia que marcou os dois primeiros discos da banda, na época em que eles eram os principais destaques da MTV e do
rádio.
Esse disco é bem parecido com
No Code: mostra a banda mais madura e competente nas suas composições e arranjos instrumentais, com músicas mais voltadas ao Rock 'n roll normal, livrando-se definitivamente do estigma de banda grunge. São vários os destaques do disco, como
Brain of J,
Do the Evolution,
Faithfull,
Given to Fly (que tem uma levada muito parecida com
Going to California do Led Zeppelin),
In Hiding e
MFC. Nesse disco, a banda volta atrás em uma das atitudes da postura anticomercial levada a cabo por eles, aquela mais afetou os fãs (e por isso mesmo eles acabaram cedendo): a não produção de clipes. Eles fazem um vídeo para a faixa
Do the Evolution. Todo feito em desenho animado, produzido por
Todd McFarlane, criador do personagem de revistas em quadrinhos e cinema
Spawn, o clipe é transmitido exaustivamente pela MTV ao redor do mundo.
Depois do lançamento do álbum, Irons sai da banda por problemas de saúde, e
Matt Cameron (que havia ficado sem banda depois do fim do Soundgarden) assume as baquetas. Ainda em 1998, dois novos lançamentos da banda: o vídeo
Single Video Theory, onde a banda aparece tocando músicas do último álbum, e o primeiro disco ao vivo do grupo,
Live On Two Legs (o título é uma referência a
Death On Two Legs, primeira música do clássico álbum
A Night at the Opera, do
Queen). Nesse álbum, a banda aparece tocando músicas de todos os seus cinco discos e fecha com mais um cover de Neil Young,
Fuckin’ Up.
[editar] Postura solidária e single Last Kiss (1999)
No ano de
1999, o Pearl Jam participou de um disco em benefício das vítimas da guerra de
Kosovo, chamado
No Boundaries (no
Brasil,
Sem Fronteiras). O grupo aparece com as músicas
Last Kiss e
Soldier of Love. Ambas, na verdade, não são do Pearl Jam. A primeira é uma balada de um cantor dos
anos 60,
Wayne Cochran; o Pearl Jam apenas regravou a música quase quatro décadas depois, e ela sem querer se transformou no single de maior sucesso da banda. A segunda, é uma composição de Buzz Cason e Tony Moon, mais conhecida por ter sido executada pelo grupo inglês
The Beatles no álbum
Live at the BBC,
[editar] Binaural (2000)
Ainda em 1999, o Pearl Jam volta a trabalhar na gravação de um novo disco, o sexto de estúdio. O resultado é lançado em maio de
2000 e chama-se
Binaural. Produzido por
Tchad Blake e mixado por
Brendan O 'Brian,
Binaural pode ser comparado com
Yield e
No Code, por mostrar a banda mais contida, sem o peso e a agressividade de antigamente, mas ainda com muita criatividade e competência, sendo visível a maturidade das composições e melodias criadas pelo quinteto. Destaque para as músicas
God's Dice,
Nothing As It Seems (primeiro single do álbum, considerada por Mike a melhor composição da banda),
Light Years,
Soon Forget (apenas Eddie na voz e ukelele),
Sleight of Hand e
Grievance. A produção de
Binaural realça em algumas músicas uma atmosfera meio depressiva e pesada, como em
Nothing As It Seems e
Sleight of Hand. As letras foram feitas por Stone Gossard, Eddie Vedder e Jeff Ament, diferente de antigamente, quando Vedder era o letrista quase que exclusivo. Vale destacar que o grupo continua a distribuir os seus álbuns em caixinhas especiais (isso acontece desde o terceiro disco,
Vitalogy), para evitar que o trabalho chegue mais caro às lojas devido à tradicional caixinha de plástico que é produzida por uma única empresa nos EUA. Outra novidade é o lançamento de diversos "bootlegs oficiais": são discos contendo gravações de concertos da banda ao redor do mundo, por preços mais acessíveis.
No mesmo ano, uma tragédia marcou o grupo: durante sua apresentação no
Roskilde, na
Dinamarca, nove pessoas morreram esmagadas. Abalada, a banda decidiu que não tocaria em festivais ou em frente de grandes platéias por um período. Entre os concertos da banda naquele ano, este foi o único que não constou dos 72 "bootlegs oficiais".
[editar] Riot Act (2002)
Em
2002, a banda volta ao estúdio para gravar seu sétimo disco, ao lado do produtor de
Adam Kasper. Em outubro sai o primeiro single, para a música
I am Mine, e no mês seguinte é lançado
Riot Act. A banda volta a apresentar também um clipe, para a canção
I am Mine (o último tinha sido para
Do the Evolution do disco
Yield), além de anunciar que pretende novamente lançar os "bootlegs oficiais", a exemplo da turnê do disco anterior.
[editar] Lost Dogs e Live at the Garden (2003)
Em
2003, os lançamentos da banda foram a coletânea de b-sides
Lost Dogs e o DVD
Pearl Jam at the Garden, que traz uma apresentação do quinteto em
Nova York (sexteto, se contarmos o tecladista
Boom Gaspar), com participações especiais de
Ben Harper,
Steve Diggle e
Tony Barber. Até aquele momento, o grupo já havia lançado dois vídeos:
Touring Band, que traz a banda em ação durante a turnê de
Binaural, além do já citado
Single Video Theory, que traz os bastidores das gravações do disco
Yield. Outro fato importante de 2003 foi o fim do contrato com a
Epic, que lançara todos os discos do grupo até então.
[editar] Live at Benaroya Hall (2004):
Em
2004, a banda lança o disco duplo
Live at Benaroya Hall, que traz uma performance acústica da banda realizada em outubro de
2003, em prol da organização beneficente
Youth Care. No show, a banda apresenta uma música inédita,
Man of the Hour, da trilha sonora do então recém-lançado filme
Big Fish, do diretor
Tim Burton. O show ainda conta com interpretações de dois grandes sucessos da banda,
Immortality e
Crazy Mary, esta com destaque para o solo de teclados de Boom Gaspar.
[editar] Pearl Jam (2006)
Em
2 de maio de
2006, a banda lançou
Pearl Jam. O álbum, auto-intitulado, traz como destaque o excelente trabalho de guitarras de Gossard e McCready. O discurso do álbum, ao longo de suas 13 faixas, é na sua maioria antiguerra, criticando severamente, à semelhança de
Riot Act, o governo de
George W. Bush. O single
World Wide Suicide foi disponibilizado meses antes do lançamento oficial do álbum de forma gratuita no site oficial da banda.
Pearl Jam foi o primeiro trabalho da banda fora da Epic. Quando perguntado sobre a simplicidade do nome do álbum, Eddie respondeu: "Há tanta informação nas canções e nas letras, que dá a sensação que mais um título seria pretensão demais." O primeiro single do álbum foi
World Wide Suicide, e
Inside Job foi a primeira letra de McCready a entrar em um álbum da banda. Como forma de divulgação do álbum, a banda tocou duas músicas do novo álbum (
World Wide Suicide e
Severed Hand) no humorístico
Saturday Night Live. Fazia doze anos desde a última apresentação da banda no programa.
Entre 2006 e
2007 a banda realizou várias turnês pelos Estados Unidos e Europa para promover o álbum
Pearl Jam. Em 2007 lançou o DVD
Live in Cornice, relativo aos espectáculos da banda em 2006 na
Itália. No inicio de
2008 Eddie Vedder realizou uma turné pelos Estados Unidos dando a conhecer o seu trabalho no projecto
Into the Wild. No mesmo ano a banda começou também a sua turnê em solo norte-americano com doze concertos marcados, acabando por dar treze. Foi anunciado antes do inicio da turnê que todos os concertos iriam ser colocados a venda fazendo da banda recordista em discos ao vivo
[4], sendo que algumas músicas de cada concerto seriam também disponibilizadas para telemóvel.
[11] Também em 2008 foi confirmado por Mike McCready que a banda está a preparar um novo álbum, voltando a ter Brendan O'Brien como produtor.
[12]
Em setembro de 2009 a banda lançou o seu nono álbum de originais, intitulado
Backspacer, que alcançou o 1º lugar na
Billboard Top 200 vendendo aproximadamente 350 mil cópias na primeira semana de vendas (sendo que nos dois primeiros dias vendeu 275 mil cópias), produzido por
Brendan O'Brien, que já havia produzido
Yield, de 1998. O primeiro single deste álbum teve o nome de
The Fixer e foi lançado em agosto. No entanto, a primeira música a ser apresentada em público foi
Got Some, tocada em directo no Tonight Show de
Conan O'Brien. O álbum será lançado sem editora nos Estados Unidos, sendo distribuído no resto do mundo pela
Universal Music Group.
[editar] A "Pausa" (2010)
No dia 10 de julho, a banda se apresentava em
Oeiras,
Portugal, quando o vocalista
Eddie Vedder leu uma mensagem, em
português que dizia: “Obrigado por vim (sic) ao nosso último show. Não será o último para sempre, mas o último por muito tempo”
[13]. No seu site oficial, a banda ainda não divulgou nada sobre o assunto. Logo após o show, na segunda feira dia 12 de Julho, a empresária da banda confirmou que houve um erro na tradução inglês/português e que o que Eddie queria dizer era que o final da turne, mas que eles não estão entrando em hiatus.